Metodologia

Cada decisão de alocação tem uma lógica auditável. Sempre.

Não usamos intuição disfarçada de experiência. Cada posição na carteira decorre de parâmetros quantificáveis que você pode revisar a qualquer momento.

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Diagnóstico patrimonial

O ponto de partida de qualquer estratégia de alocação robusta é o mapeamento completo e preciso da sua realidade financeira. Realizamos um levantamento exaustivo de ativos, passivos, horizonte temporal e obrigações fiscais vigentes.

Não trabalhamos com perfis de investidor genéricos. Utilizamos um score de risco proprietário que avalia sua propensão e capacidade de tomar risco através de 7 dimensões interconectadas: liquidez necessária, concentração, horizonte, tolerância a volatilidade, obrigações herdadas, perfil comportamental e objetivos específicos.

O output desse diagnóstico é o documento de política de investimentos (IPS — Investment Policy Statement) assinado por você, que servirá como o mandato restrito sobre o qual nossa estratégia sistemática irá operar.

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Dimensões de Risco

Avaliadas de forma sistêmica no diagnóstico inicial para a estruturação do IPS.

Score de riscoLiquidez necessáriaHorizonte temporalIPS — Investment Policy Statement
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ClasseConservadorModeradoArrojado
Renda Fixa70-80%45-55%20-30%
Ações5-10%20-30%35-45%
FIIs5-10%10-15%10-15%
Internacional5-10%10-15%15-25%
Alternativos0-5%5-10%5-15%

Modelo de alocação sistemática

Com o IPS estabelecido, executamos uma otimização baseada em Markowitz, rigorosamente adaptada para as distorções e o prêmio de risco do mercado brasileiro. O objetivo primário é a maximização do Sharpe Ratio dentro das restrições de risco e liquidez impostas.

Nossa modelagem atua sobre 5 grandes classes de ativos (Renda Fixa, Ações, FIIs, Internacional e Alternativos), com bandas de alocação estritas para cada perfil. Isso impede a concentração excessiva e garante a exposição a fatores de risco não correlacionados.

Otimização de MarkowitzSharpe RatioCorrelação entre classesDrawdown máximo
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Rebalanceamento por gatilho, não por calendário

A maioria da indústria ajusta portfólios em janelas arbitrárias (trimestrais ou anuais). Nós aplicamos uma metodologia de rebalanceamento baseada em thresholds de desvio (drift).

Um rebalanceamento só é acionado quando o peso de uma classe de ativos desvia mais de 5% de seu alvo (target weight) ou em caso de eventos de mercado significativos (picos de volatilidade superiores a 2 desvios-padrão).

Antes de cada operação, nossa engine realiza uma análise de custo-benefício implacável, medindo spreads de execução e impacto tributário para garantir que o ajuste gerará valor real líquido de custos.

1. Monitoramento diário[Ativo]
2. Desvio detectado (>5%)[Gatilho]
3. Análise custo-benefício[Filtro]
4. Ordem executada[Concluído]
5. IPS atualizado[Log]
Threshold 5%Custo de rebalanceamentoEficiência fiscalRastreabilidade total
Princípios de não-ação

Tão importante quanto o que fazemos, é o que deliberadamente evitamos.

Não vendemos produtos com comissão

Operamos num modelo fee-only. Não há retrocessão, rebate ou qualquer conflito de interesse. Nossa remuneração é uma taxa transparente sobre o patrimônio gerido.

Não usamos previsões de mercado

Ninguém possui uma bola de cristal. Nosso modelo de alocação não depende de acertar a direção da Selic amanhã, mas sim de estruturar um portfólio robusto a múltiplos cenários.

Não concentramos em um único emissor acima do limite

O IPS define tetos estritos de concentração por emissor e por setor. Esses limites nunca são flexibilizados sob justificativa de "oportunidade pontual".

Não tomamos decisões sem auditoria

Toda alteração de peso no portfólio gera um log fundamentado que os clientes podem auditar. Não há "caixa preta" ou discricionariedade opaca.

Não aceitamos clientes fora do perfil

Se identificarmos que o cliente não possui o horizonte de tempo ou a tolerância comportamental para suportar a volatilidade da estratégia proposta, recusamos o mandato.